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Uma Pelotas sem fios de luz, sem asfalto... sem o ritmo constante das máquinas e das pessoas que atravessam sem sentido largas ruas e avenidas, entre ônibus, motos e semáforos, ante a pressa dos comércios e dos compromissos do ano 2000... A cidade sem velocidade, brotando das praças e dos casarões... observando, ao som dos trotes dos cavalos, os bondes que passam riscando esquinas; um rio que também passa dentro do seu coração... Junto às fachadas outrora serenas, os olhares pelas raras fotos contam coisas sobre nós mesmos... de como chegamos aqui...

Enquanto isso, chafarizes [e mendigos tornam-se pontos constantes no tempo, que se finge cotidianamente de imutável...

Que cidade é essa? Onde está? O que restara daquele lugar tão próximo e distante?

Aquele lugar ainda somos nós... co-criadores de nossa própria realidade... ligando o antes ao depois, escrevendo a história em todas direções...

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Em 1911-12, João Simões Lopes Neto lança a Revista do 1º Centenário de Pelotas. Seu trabalho registrava não só a cidade de Pelotas, sua formação, peculiaridades e personalidades, mas também criava uma vasta programação para comemorar os 100 anos da Princesa do Sul. Esta Revista, editada em fascículos, tornou-se uma peça rara, inclusive na terra do Capitão.

Agora, em 2012, ano do bicentenário pelotense, a Gaia Cultura & Arte presenteia a cidade com o mesmo intuito e dedicação de Simões Lopes, através da publicação dos três volumes do Almanaque do Bicentenário de Pelotas. A obra, que conta com Organização do Prof. Luís Rubira, resgata a Revista Centenária, publica fotos inéditas da cidade antes de 1912 e realiza uma abordagem, através do trabalho de mais de 30 pesquisadores, da história da cidade entre 1912 e 2012.

Como sequência do trabalho realizado há 100 anos por JSLN, deixamos, com muita honra e antecedência secular, a responsabilidade futura de realização do mesmo ínterim no tricentenário vindouro.

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Neste Volume I o Almanaque traz uma coleção incrível de fotografias da Princesa do Sul pré-1912, num encantador e marcante trabalho de Luis Rubira e Guilherme Almeida que não só ilustra a atmosfera da nossa cidade há um século, mas re-significa nossa contemporaneidade. Além disso, a publicação da raríssima Revista do 1° Centenário de Pelotas, que contará com o estudo de Luis Borges sobre a obra simoniana, e também a importante pesquisa de Adão Monquelat e Valdinei Marcolla, que traz à tona a materialização do personagem João Cardoso da Silva (O mate do João Cardoso), um dos pioneiros na indústria saladeiril sulina.

Enfim, a obra Almanaque do Bicentenário de Pelotas surge como um questionamento: estaria Pelotas redescobrindo suas origens?

Gaia Cultura & Arte